Revista Recre@rte Nº6 Diciembre 2006 ISSN: 1699-1834      http://www.iacat.com/Revista/recrearte06.htm

 

 

 

 

 

 

ESTÉTICA VIBRACIONAL

UM PROCESSO MULTIDIMENSIONAL
DE AMPLIAÇÃO DE CONSCIÊNCIA

 

Valquíria Pezzi Parode

 

Doutoranda na Faculdade de Educação (PUCRS). Mestre em Educação (UFRGS)

Especialista em Educação de Jovens e Adultos (UFRGS). Bacharel em Artes Plásticas (UFRGS).
Licenciada em Ciências Sociais (UFRGS). Terapeuta Multidimensional e pesquisadora na área da Arte,
Educação, Espiritualidade, Ciências Humanas e Sociais.

Educadora e Pesquisadora junto ao NIETE (Núcleo Interdisciplinar de Estudos Transdisciplinares sobre Espiritualidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Membro do PENSARE (Grupo de pesquisa na área da Filosofia, Artes, Humanidades e Educação, vinculado ao CEFA (Centro de Filosofia Americano da USP).Pesquisadora na linha da Ciência e Espiritualidade e da Educação para Paz da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

E-mail: vpezziparode@yahoo.com.br   Porto Alegre – RS- Brasil

 

          Nas últimas três décadas a comunidade científica mundial avança em direção a uma crítica à ciência moderna. A chamada tendência pós-estruturalista problematiza o conhecimento científico, que se orienta pela preocupação de se constituir como sistema formal, a crítica que ao assim fazer, a ciência trata a natureza, a sociedade e a cultura como fenômenos regulares e universais. Surge assim, um novo modelo de interpretação da realidade.

 

          Os estudos em Física e em Neurologia, conforme Goswami (1998) e Damásio (2000), através de David Bohm e Karl Pribam, da Universidade de Londres e Stanford, respectivamente, antecedidos pela contribuição da Física Quântica e da Teoria da Relatividade, abarcam na ciência, temáticas consideradas não científicas, até então, bem como, à inserção de novos métodos de pesquisa e de novos instrumentos de medida, que possibilitam, numa abordagem experimental, experiências paranormais como temas de pesquisa. Caso, por exemplo, da transcomunicação que se utiliza da Engenharia Eletrônica e da bioeletrografia, em fase de reconhecimento, que usa a máquina Kirlian como instrumento de aferição de campos bioenergéticos.

 

          O sobrenatural pode aparecer, agora, como parte da natureza e dos processos históricos e culturais. Entre os novos temas científicos, os fenômenos paranormais, incluídos na temática da ampliação da consciência, passam a ser entendidos como fenômenos normais. Wilber (1992) afirma que nossos cérebros constroem matematicamente a realidade concreta, interpretando freqüências provenientes de outras dimensões, um domínio de realidade primária, significativa, que transcende o tempo e o espaço. O que surge é uma mudança de mentalidade que abarca toda a ciência.

 

          De maneira especial, esses autores afirmam que a paranormalidade é ignorada porque fere as bases do conhecimento hegemônico. A nova mentalidade compromete a ciência com a qualidade de vida de todo o universo. A indissociabilidade sujeito-objeto e a relação complementar partícula-onda permitem ver o mundo como um sistema dinâmico, auto-regulável e interconectado. Esta nova visão de mundo acaba por instaurar a crise da fragmentação e da neutralidade. A idéia passa a ser de uma ecologia profunda, sendo que tudo no cosmos está relacionado e toda a ação provoca uma reação. Logo, na indissociabilidade partícula-onda e tempo-espaço, o que fizermos a qualquer elemento do universo estaremos fazendo a nós mesmos. Reduz-se, assim, a perspectiva analítica todo-partes e surge a perspectiva HOLON – o todo está nas partes e as partes estão no todo.

 

          No que diz respeito à transformação pessoal, experiências profundamente transformadoras podem ser decorrentes de processos de sintonização com padrões de energia altamente “sutis”. O termo transcendência pode vir a evidenciar-se como uma descrição desse estado. Transcendência é, assim, um princípio que se evidencia pelo processo evolutivo, que é, pois, imanente-transcendente, profundamente comprometido com o aqui e agora, logo com o sensível.

 

          A Estética Vibracional com esta abordagem que envolve o sensível, surge no ano de 2002, na linha de pesquisa Estudos Semióticos da Natureza e da Cultura – no Programa de Pós – Graduação em Educação, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Integra-se ao grupo Movimento pela Transcendência através do Sensível do NIETE (Núcleo Interdisciplinar de Estudos Transdisciplinares sobre Espiritualidade).

 

          A Estética Vibracional movimenta-se no campo das teorias do conhecimento das Artes, sendo construída pelo princípio da Religação dos Saberes (Morin, 2002) envolvendo distintas áreas do conhecimento, indo da Física Quântica e da Neurociência, à Psicologia Integral, da Filosofia (fenomenologia) à Semiótica. Insere-se na proposta epistemológica dos “Paradigmas Emergentes”, organizados a partir de conceitos nucleares de complexidade, complementariedade, partícula-onda, rede, estrutura-processo, estruturas dissipativas, indissociabilidade espaço-tempo – possíveis devido aos avanços da Física Quântica, da Neurologia, da Biologia, da Química, das Ciências da Linguagem e outras.

 

          Na abordagem da pesquisa Estética Vibracional - Um Processo Multidimensional de Ampliação de Consciência, a busca de entendimento do mundo, do universo visível e invisível é assumido pela fenomenologia-hermenêutica. O que exige propor a relação entre o pensamento e a experiência, através de um movimento que envolve reversibilidade entre sensível e inteligível.

 

          A Estética Vibracional se fundamenta a partir dos seguintes conceitos: Consciência, Contínuo e Descontínuo, Experiência Estética e Imaginação Simbólica. Constitui-se a partir da compreensão dos Campos Vibracionais (Campos sutis, bioenergéticos) e dos Campos Híbridos (Campo de Energia Humana em interação com o Campo de Energia Cósmica).

 

          A proposta deste trabalho é a conexão entre a Ciência e a Espiritualidade, na relação do conhecimento do Ocidente com o Oriente. Assim, a espiritualidade se dá na abordagem da ciência, e o que se busca é o que chamo de Estética Biocósmica, através da Educação Transdisciplinar. O Sujeito Estésico (aquele que sente) a partir da Experiência Estética, experimentada em Vivência Consciencial tem a possibilidade de ultrapassar toda dualidade, encontrar a Unidade, a Totalidade, tornando-se um Ser Cósmico (Ser Integral).

 

          As instituições educacionais-culturais: universidades, escolas e centros culturais, interrelacionados como espaços de vivências e as múltiplas Experiências Estéticas, permeiam o processo multidimensional de ampliação de consciência. A Estética Vibracional tem por objetivo, proporcionar Experiências Estéticas em vivencias conscienciais nos espaços educacionais-culturais, de forma que as vivências estejam baseadas numa abordagem inter e transdisciplinar, visando um ser humano multidimensional, social, cósmico e uma ética biocósmica.

 

          O trabalho se volta à formação de professores e parte da Experiência Estética de dez pessoas no Seminário Vivencial l, realizado num período de três meses, na Faculdade de Educação da UFRGS. Ultrapassando as fronteiras da universidade, se encaminha à educação continuada, à formação de terapeutas, profissionais da área da saúde, das artes e demais interessados.

 

 

ESTÉTICA, EDUCAÇÃO E ESPIRITUALIDADE NO TERCEIRO MILÊNIO

 

          O momento planetário em que vivemos nos dá oportunidade de entrarmos em contato com todo universo de informações, oriundas de diversas fontes indicando caminhos, fazendo aflorar significados muitas vezes não produzidos ainda pela consciência, ou quem sabe anestesiados pela cotidianidade. O processo de transformação pelo qual passa nossa civilização tem sua complexidade compreendida também pela globalização (técnica, econômica enquanto prática desigual e segregacionista). Nesse momento é importante o resgate da multidimensionalidade do ser humano, assim como, estabelecer novos parâmetros, criar novas perspectivas de vida, perceber de modo mais amplo a realidade, partindo da compreensão da complexidade que cerca o universo biocósmico.

 

          Essa visão mais complexa de realidade consiste em ultrapassar toda dualidade mediante uma vivência multidimensional. Para tanto, pressupõe-se uma perspectiva holográfica entre o local e o universal, perspectiva fundamentada na expressão – o todo está nas partes e as partes estão no todo. Isso implica que todos os seres estejam em estado de interconexão, interinfluenciação, concepção que certamente não se confunde com o processo desagregador de globalização pelo qual passa nossa civilização.

 

          A realidade dada por uma abordagem multidimensional de ser humano, de natureza, de cultura e de ciência, é dinâmica, compreendida como um sistema onde a relação, do sujeito com o mundo é de totalidade. Nesta perspectiva, o indivíduo existe num inter-relacionamento e interdependência dentre todos os componentes do sistema, porém, a propriedade de tal sistema não é igual à soma de seus componentes. O observador vai influenciar o objeto observado, e o objeto influenciar o observador, vai existir, portanto, uma inter-relação e interdependência de todos os fenômenos: físicos, biológicos, psicológicos, sociais e culturais.

 

          Capra (1983), diz que a física passa das limitações de uma ótica de mundo absoluta, mecanicista e revela-se com uma nova visão, onde o universo deixa de ser visto como uma máquina e se adota uma visão orgânica, ecológica. A matéria-base para toda existência, o mundo material dado por objetos separados, ganha um novo conceito não reducionista que se apresenta como um todo harmonioso e indivisível como uma rede, um complexo interado, uma teia de relações dinâmicas, no qual o observador e sua consciência são incluídos de um modo indissociável. Assim, a física quântica e a teoria da relatividade revelam à física moderna que não existe e nem pode existir a objetividade “pura”, que o pensamento científico não tem que ser necessariamente reducionista e mecanicista e que as concepções multidimensionais e multirelacionais, logo, ecológicas, são também, cientificamente válidas.

 

          É importante que se perceba que a concepção de mundo aqui tratada, não desconsidera outras formas de abordagens e realidades, assim como, não pretende esgotar-se em si, até porque traz uma visão de mundo que ainda está se estabelecendo. A teoria da relatividade, com a introdução de novas concepções de realidade traz também a idéia de que um corpo, enquanto matéria densa (massa, agregado de átomos), não pode continuar desempenhando o papel determinante na ciência, já que existem conexões.

 

          O corpo é a mediação do ser no mundo, ou seja, o ser se manifesta no mundo através do corpo; há que se considerar, portanto, a manifestação deste como energia que pulsa, se manifesta, surge como presença, expressão, num universo de relações. Esta maneira de perceber e sentir o corpo determina o grau de consciência que cada um consegue imprimir nas atividades que desempenha, interligando-se com o micro e o macrocosmo. O corpo não é somente uma construção social resultante de um processo histórico, de condicionamentos pessoais, sociais e culturais aos quais está imerso, mas revela a unidade complexa que é o humano, o qual sofre influências de várias instâncias e dimensões.

 

          O olhar aqui proposto é certamente o de pensarmos o corpo para além de um amontoado de átomos, de uma matéria densa, pois é massa que tal como a luz, vibra numa determinada freqüência, ou freqüências, porque também é energia que se manifesta como presença, como expressão na Experiência Estética, é este corpo que chamo de Corpo Vibracional neste trabalho.

 

          A Experiência Estética assume um significado cultural, na medida em que ultrapassa a idéia de arte enquanto disciplina calcada na mera manipulação de materiais. A arte, nesta ótica, não é uma epistemologia, nem uma linguagem que procura a formalização e o enquadramento unidimensionalizando as diferentes dimensões da realidade, pelo contrário, se distancia de uma arte vazia de sentido, enquanto espaço fechado em si mesmo e engajada com a reprodutibilidade técnica. Neste patamar, a arte já não assume o papel de signo de distinção social aceita e consagrada pelas instâncias hegemônicas do sistema globalizante, que a considera como um valor mercantil, midiático a promover um consenso no nível simbólico.

 

          Conforme Duarte Jr. (2001) o mundo antes de ser tomado como matéria inteligível, surge a nós como objeto sensível, sendo o sensível o que pode ser percebido pelos sentidos. O “sensível” é objeto próprio do conhecimento sensível, assim como o “inteligível” é o objeto próprio do conhecimento inteligível. Segundo o autor, o importante é que o saber sensível e o conhecimento intelectivo se complementem.

 

          A educação aqui, se volta ao sensível, ao sentido da estética, da “aisthesis” que em grego indica a capacidade primordial do ser humano de sentir a si próprio e ao mundo num todo integrado, relacionado. A “aisthesis” de acordo com Duarte Jr. (2001) restitui o conhecimento intuitivo, os seus direitos, contra o privilégio tradicionalmente concedido ao conhecimento conceitual. A “aisthesis” nos permite resgatar o conhecimento dado pela imaginação simbólica, que até então ficou de lado enquanto forma de conhecimento.

 

          Maffesoli (1996) afirma que a estética deve ser entendida como simbolismo e lógica comunicacional, que pressupõe uma conjunção entre as partes até então separadas. Numa perspectiva simbólica as relações inserem-se no enfoque ecológico, de responsabilidade e interlocução, onde campos vibratórios e energéticos tomam parte nas interações físicas, já que o ser humano é feito de matérias densas e sutis.

 

          A estética além de simbolismo é lógica comunicacional que nos faz “sentir juntos”, vibrar, experimentar coletivamente, trocar com o outro, afetar e deixar-nos afetar. Além disso, é permitir-se e dedicar-se ao desenvolvimento e refinamento dos sentidos, que nos colocam diante do mundo, e nos possibilitam tanto receber quanto emanar vibrações. 

 

          Maffesoli (1996) diz que a estética é um compartilhamento, um “imperativo vital” em que mesmo na ordem epistemológica, a razão é invadida pela imaginação; assim, pensamento e sentimentos atuam juntos. O inteligível e o sensível se complementam, e o que importa é o presente eterno, o do mito e o do simbolismo – sinergia que aborda a realidade ou surrealidade como símbolo vivo. A estética pode ser entendida como a faculdade de sentir em comum, uma vez que conforme Kant (1929) já não nos atemos ao objeto estético como tal, mas ao processo que nos faz admirar, contemplar as coisas.

 

          Pela via da estética, podemos entender a arte não apenas como uma racionalidade abstrata, mas um fato existencial, uma conjunção total que apreende o objeto estético de corpo inteiro. Entender a estética como “Estesia” que rompe com a “anestesia” do dia-a-dia, nos possibilitando o reencantamento do mundo, onde a arte penetra a vida e a vida a arte - nesse sentido a vida passa a ser uma obra de arte. Além disso, esse “sentir com”, se constitui em fator de politização, além de componente ético de formação do indivíduo; concepção que vincula a corporalidade e as interações com a natureza e a cultura.

 

          À educação cabe transcender as atuais fronteiras disciplinares e conceituais, de forma que, nenhuma teoria ou modelo seja mais importante do que outro, pois cada situação pode requerer um método diferenciado e, ainda assim, todos eles podem ser compatíveis. A educação ao transcender as barreiras disciplinares se volta ao sensível, assim vai pela via da transdisciplinaridade (Nicolescu, 2001), pois está entre, através e para além de qualquer disciplina na busca do Ser Integral. O importante é ir além das distinções disciplinares convencionais, qualquer que seja a linguagem adequada para descrever diferentes aspectos das múltiplas realidades inter-relacionadas.

 

          A espiritualidade nos remete à ampliação de consciência para uma abordagem da realidade, onde se passa de uma visão antropocêntrica à visão biocósmica, o que requer mudanças do ser interno (auto-transformação) ao mundo externo. Da ótica de uma ecologia rasa (visão de mundo alicerçada em valores antropocêntricos) à ecologia profunda. Conforme Capra, reconhecendo a interdependência fundamental de todos os fenômenos, o observador percebe a conexidade com o observado e com todo o cosmos, torna-se evidente que esta percepção é espiritual em sua essência mais profunda.

 

          As artes enquanto produtoras de conhecimento e estéticas, atravessadas por essa dinâmica e inseridas dentro desse contexto histórico-cultural complexo, procuram formas de expressão que potencializem humanamente o processo. A arte, a educação e a espiritualidade tornam-se possibilidades de transcendência pelo sensível, onde a emergência do sagrado pelo reencantamento do viver passa a ser experimentado pelas vivências estéticas, o que equivale a dizer, corporais e simbólicas (mitos e ritos).

 

 

VIVÊNCIAS ESTÉTICAS

CAMPO RITUAL: MATÉRIA E ENERGIA

                              

 

 

 

 

          A abordagem multidimensional coloca que somos capazes de transcendência e flexibilidade, que são poderes latentes. A palavra chave nessa abordagem, dentro da concepção pedagógica, é “autoconhecimento” enquanto crença no potencial humano, onde a evolução é constante e permanente na busca da ampliação da consciência, que começa com o processo de auto-transformação , trabalho sobre si, para a expressão fora de si, de maneira que o amor seja a mola mestra da vida, pois amar é conhecer, não sendo possível conhecer sem amar.

 

          A aprendizagem e a educação ocorrem o tempo todo nas interações, na dialógica, na amorosidade das relações, na compreensão mútua, na solidariedade, nas atitudes de afetar e deixar-se afetar. De acordo com Maturana (1999), a educação vai ocorrer o tempo todo no convívio com o outro; de maneira recíproca, ocorre uma transformação estrutural, contingente com uma história no conviver e na troca afetiva.

 

          A Estética Vibracional pressupõe, portanto, uma concepção de educação com um enfoque epistemológico; em função da indissociabilidade existência-conhecimento, e outro existencial; enquanto uma das dimensões do sensível. Algumas idéias como a consciência em expansão, a multidimensionalidade e a ecologia profunda fundamentam esta concepção de educação.

 

          A Consciência em Expansão – Se volta ao entendimento de que os fatos da mente são de natureza energética, envolvendo intuição, sensações, percepção, sentimentos e pensamento em interconexão com o universo. A perspectiva social e cultural surge como responsabilidade pelo ambiente do qual fazemos parte junto com os demais seres do universo, em permanente processo de interinfluenciação.

 

          A Multidimensionalidade – Nos remete a uma dimensão energética de ordem vibracional, de natureza contínua e sutil, enquanto sua manifestação é da ordem do plano das formas materiais, logo descontínua e fragmentada, mas junto a esse descontínuo está o contínuo, por isso holográfico ou multidimensional. Manifesta-se como descontínuo, mas sua apreensão é através do resgate da onda que todo descontínuo manifesta, logo, envolve instâncias de realidade que vão dos níveis mais sutis, como a mente, o espírito e a consciência. A criação da mente com os elementos do entorno vibratório onde se coloca a partir de diferentes estados de ser, como é o caso dos vórtices energéticos (chácras), até o corpo mais denso (corpo físico).

 

          A Ecologia Profunda – a que se refere Capra (1997) e outros autores, reconhece a interdependência fundamental de todos os fenômenos, o observador percebe a conexidade com o observado e com todo o cosmos. A Ecologia Profunda é desdobrada em ecologia interior, social e planetária. O enfoque aí se desloca de uma concepção antropocêntrica, para uma concepção cósmica.

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

CAPRA, Fritijof. A Teia da Vida – Uma nova compreensão dos sistemas vivos. São Paulo. Cultrix, 1996.

_____________. O Tao da Física – Um paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental. São Paulo: Cultrix, 1988.

 ____________ . O Ponto de Mutação – A Ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Cultrix, 1987.

DAMÁSIO, Antonio. O Mistério da Consciência – do corpo e das emoções ao conhecimento de si. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

____________ . O Erro de Descartes – Emoção, Razão e o Cérebro Humano. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

DUARTE JR., João Francisco. O Sentido dos Sentidos. A Educação (do) Sensível. Criar Edições LTDA. 2001.

____________ .  Fundamentos Estéticos da Educação. São Paulo: Cortez, 1982.

GOSWAMI, A. O Universo Autoconsciente – como a consciência cria o mundo material. Rio de Janeiro. Ed. Rosa dos Tempos, 1998.

MAFFESOLI, Michel. No fundo das Aparências. Rio de Janeiro, Vozes. 1996.

____________ .  A Conquista do Presente. Rio de Janeiro, Rocco,1984.

MATURANA, Humberto R. A Ontologia da Realidade. Belo Horizonte: Editora UFMG. 1997.

 ___________ . Emoções e Linguagem na Educação e na Política. Belo Horizonte. Editora UFMG,1999.

NICOLESCU, B. O Manifesto da Transdisciplinaridade. São Paulo: Trion. 2001.

WILBER, Ken. A Consciência sem Fronteiras. São Paulo: Cultrix, 1998.

____________ .O Paradigma Holográfico e outros paradoxos. Uma investigação nas fronteiras da ciência. São Paulo: Cultrix, 1995.  

 

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