Revista Recre@rte Nº6 Diciembre 2006 ISSN: 1699-1834      http://www.iacat.com/Revista/recrearte06.htm

 

AS TRAVESSURAS DO PATO ZÉ

 

Oscar Lemos

Artista Plástico, Escultor, Poeta, Escritor de Literatura Infantil (Fábulas e Contos).

E-mail: oscar-lemos@hotmail.com. Porto Alegre. Brasil

 

 

 

              Zé era um pato danado, voava feito águia. Um dia Zé passou para o quintal ao lado, e seu coração lhe surpreendeu ao bater os olhos na patinha Piririca, e o Zé quase morreu, e ficou completamente apaixonado. Aí foi que começou a confusão, e mal clareava o dia o pato batia as asas e se ia!

 

               Dona Zéfa era uma velha rabugenta lá morava e todo dia dizia: Piririca minha patinha vamos parar com esse negócio, eu não estou gostando nada disso. Zé é um pato muito safado, eu não quero te ver arrastando asas para ele. Piririca bem que se cuidava, mas Zé não tinha medo de nada!

 

 

              O tempo foi passando, e dona Zéfa mais brava ia ficando. Então foi falar com o seu dono Damião que nem lhe deu bola. Pensou ela, terei mesmo que me incomodar com esse pato. Todos os dias ela xingava o Zé, e jurava lhe pegar. Ela exclamava, Zé não me volte mais aqui, um dia desse te agarro, corto-lhe as asas, arranco teu rabo, e ainda te mato de tanta pancada! Zé revoava fazendo chacota da velha rabugenta, e para completar, quando defronte passava em cima dela fazia sujeira.

 

             Diariamente a história se repetia. Dona Zéfa se descuidava, e lá estava Zé fazendo festa, dando mergulhos, fazendo pose ou batendo bico entre as pernas da sua amada patinha Piririca. Mas certo dia, de tanto abusar da sorte o pato malandro acabou se atrapalhando. Ele escapou de arapucas, zombou da velha rabugenta, e até fazia pirraça para o cachorro Filó, mas não contava com uma rede de pescar que dona Zéfa manejava muito bem.

           

              Pobre Zé, quando menos esperava, já estava todo enredado, então gritava... Larga-me velha bruxa, malvada, solta-me que vou embora para minha casa. Espera só! Damião vai te quebrar sua velha danada. Mas nada impedia, que ela com sua tesoura bem afiada cortasse as penas do Zé que sozinhas voavam ao chão. Ele sem asas e rabo, caiu feito pinto pelado no pátio de sua casa, e num sussurro apaixonado clamava... Piririca minha patinha amada, ergue teu bico e forte bate asas, vem aqui na minha casa e não deixe teu Zé só a chorar! 

          

 

 

 

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