Revista Recre@rte Nº5 Junio 2006 ISSN: 1699-1834       http://www.iacat.com/revista/recrearte/recrearte05.htm

AFINAL COMO SÃO
OS SEUS MODELOS MENTAIS?

 

Maria Inês Felippe

 

 

         No feriado passado estava lendo o artigo do Eugênio Mussak sobre percepção, onde explica que de acordo com os livros de psicologia a percepção é o processo de selecionar, organizar e interpretar estímulos oferecidos pelo meio .Refletindo senti a necessidade de escrever sobre modelos mentais, assunto este que tenho tratado intensamente nos programas de criatividade. Ressalto que é complicado pensar em ferramentas para estímulos da criatividade e inovação, sem tratar dos modelos mentais.

 

         Nosso comportamento é regido por eles, que são nada mais do que imagens, experiências que nos guia, que interferem na nossa percepção do mundo como agimos, eles moldam a nossa forma de agir e está ligada aos processos educacionais, forma de criação etc. Quem nunca escutou a frase: Cada um vê as coisas com os olhos que tem?

 

         A nossa personalidade foi formada pela forma como fomos criados, modelos ensinados, preconceitos, e padrões de comportamento. Os modelos mentais são naturalmente modelos em evolução, através da interação com o meio, as pessoas formulam novos modelos.

 

         Tudo isso pode parecer simples, mas na prática não é bem assim, pois na maioria eles são inconscientes.

 

         Eles são naturalmente modelos em transformação é algo dinâmico e através da interação com o meio às pessoas vão reformulando suas concepções e isso é fundamental para viver no mundo em transformação.

 

         Muitas vezes deixamos de  ter boas idéias e perdemos grandes negócios por causa dos modelos mentais vigentes, experiências passadas por vezes não bem sucedidas, bloqueando-nos,  amedrontando-nos. Eles funcionam como anteparos invisíveis que nós mesmos criamos, ou criam por nós, e sem perceber nos tornamos escravos dos nossos pensamentos. Este aspecto é cada vez mais percebido nos programas de treinamento que tenho realizado. Há pessoas que acreditam que precisam ter e uma grande idéia e que somente o amigo as possui. Sempre reforço, nos grupos, não precisa ter uma grande idéia e sim uma pequena idéia de grande valor. Outro aspecto percebido é  a ordem de mando:  Inovar sem gastar.

 

         Para impedir o processo criativo, listei uma série de argumentos, que bloqueiam a criatividade e que fazem parte dos modelos mentais de algumas pessoas. Aproveite e marque quanta das frases abaixo que você tem escutado ou até mesmo as que fazem parte do seu vocabulário.

 

q  Isso nunca vai dar certo.

q  Não sou criativo.

q  Criatividade é coisa de artistas.

q  Já tentei e não deu certo.

q  Não vão gostar.

q  Time que está ganhando não se mexe.

q  Sempre foi feito assim, porque mudar.

q  Isso não é lógico.

q  Isso é óbvio, acho que já pensaram.

q  Alguém já pensou e não deu certo.

q  Se fosse bom já teriam inventado antes.

q  Vão te chamar de louco, de ridículo.

q  Isso é bobagem, pare de inventar.

q  Você deve estar brincando?

q  Isso cria mais problemas do que solução.

q  Semana que vem vamos criar.

q  Vamos ser realistas.

q  Você pensou nisso a fundo?

q  Temos que acertar logo.

 

         Cuidado com o excesso veja se não está utilizando demais as frases acima, ou também não está escutando demais, elas poderão bloquear a criatividade.

 

         Quebrar esses modelos requer esforços e leva a mudanças de pensamento e, conseqüentemente, de comportamento, despertando-nos para uma vida melhor.

As mudanças fazem parte da vida e ocorrem quando sentimos necessidade de  ser o que somos, tirando crenças e preconceitos, agindo criativamente, transformando ameaças em oportunidades.

 

         O despertar da criatividade faz com que as pessoas aprendam a ver  as coisas com novos olhos, percebendo oportunidades, possibilitando vária soluções para os mesmos problemas, tornando-se mais sensíveis aos estímulos da sociedade, favorecendo a geração de idéias e a capacidade de dar respostas prontas e argutas, para isso é preciso rever os seus modelos mentais.

Eugênio diz no mesmo artigo: O mundo sorri para os “perceptivos” e ri dos “desligados”.

 

         Saibam os que criam e inovam são curiosos, utilizam a percepção, para identificar seus próprios modelos mentais e da sociedade,  transformando o que era visto como risco em oportunidades, ou o que era pouco percebido em verdadeira obra de arte.

 

 

Maria Inês Felippe

Consultora organizacional

www.mariainesfelippe.com.br

f. 11- 3836 4448  99905830

 

3º ciclo de formación en Creatividad acorde con la C.U.E.

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               > Doctorado (para masters)

Julio 2005. INTENSIVO.    www.micat.net