Revista Recre@rte Nº5 Junio 2006 ISSN: 1699-1834       http://www.iacat.com/revista/recrearte/recrearte05.htm

EDUCAÇÃO À SAÚDE DIRECIONADA AO AUTOCUIDADO EM PACIENTES HIPERTENSOS

 

EDUCATION TO THE HEALTH ADDRESSED TAKE CARE OF  HIMSELF IN PATIENT HYPERTENSION

 

AUTORAS

 

CÁTIA ANDRADE SILVA - Mestre em Enfermagem na área de concentração O Cuidar em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Docente da Faculdade de Tecnologias e Ciências – SSA/Ba; Especialista em Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva pela Faculdade de Enfermagem Luíza de Marillac; Especialista em Educação Profissional na Área de Saúde: Enfermagem, pela Escola Nacional de Saúde Pública.

 

CAMILA WANDERLEY: Discente do Curso de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências SSA/Ba.

 

FABRICIA SANTOS: Discente do Curso de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências SSA/Ba.

 

IZABEL MARTINS: Discente do Curso de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências SSA/Ba.

 

MARIANA SACRAMENTO: Discente do Curso de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências SSA/Ba.

 

LENISE BASTOS: Discente do Curso de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências SSA/Ba.

 

EMILIA ROCHA: Discente do Curso de Enfermagem da Faculdade de Tecnologia e Ciências SSA/Ba.

 

 

 

EDUCAÇÃO À SAÚDE DIRECIONADA AO AUTOCUIDADO
EM PACIENTES HIPERTENSOS

 

RESUMO: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica e o sucesso do tratamento depende da adesão do paciente e da participação dos profissionais de saúde através da implementação de atividades voltadas para educação e orientação ao autocuidado. O profissional de enfermagem destaca-se como o principal ator social responsável pelo Programa de Controle da HAS. Em face às considerações, este estudo objetiva educar para o autocuidado os pacientes hipertensos, que não participam do grupo de hipertensão de um Centro de Saúde Municipal, situado na cidade do Salvador/Ba. Trata-se de uma pesquisa-ação, pois visa contribuir chamando atenção para o déficit no autocuidado de pacientes hipertensos. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados formulários semi-estruturados aplicados a 50 pacientes hipertensos, no período de setembro-outubro/2004.  Os dados foram analisados qualitativamente, revelando que os pacientes eram em sua maioria: idosos, negros, com baixo poder aquisitivo e baixa escolaridade. Com base no perfil da amostra foi elaborado um plano de cuidados, e a partir dele foram confeccionados como recursos didáticos um álbum ilustrado e cartilhas informativas que fundamentaram as palestras educativas. Concluiu-se, com este estudo, a necessidade de reformulação das práticas educativas em saúde no Programa de Controle da HAS, além da capacitação dos profissionais de saúde envolvidos neste processo.

 

Palavras-chave: Hipertensão; Educação à saúde; Autocuidado; Enfermagem.

 

 

 

EDUCATION TO THE HEALTH ADDRESSED TAKE CARE
OF  HIMSELF IN PATIENT HYPERTENSION

 

ABSTRACT: The hypertension arterial sistemic (HAS) it is a chronic disease and the success of the treatment depends on the patient's adhesion and of the professionals' of health participation through the execution of activities gone back to education and orientation to take care of himself. The nursing professional stands out as the principal responsible social actor for the Program of Control of the HAS. In face to the considerations, this study has as objective educates to take care of himself the patients bearers of the HAS, that they don't participate in the group of hypertension of a Center of Municipal Health, located in the city of Salvador/Ba. it is Treated of a research-action, because it seeks to contribute and to call attention for the deficit in take care of himself of patient with hypertension. It was used as instrument of collection of data forms semi-structured applied to 50 patient bearers of HAS, in the period of September-October/2004.  The data were analyzed in a qualitative way, where he identified that the patients were in your majority seniors, black, with low purchasing power and it lowers education. With base in the profile of the sample a plan of cares was elaborated, and starting from him they were made as didactic resources a cultured album and informative spelling books that based the educational lectures. It was concluded with this study the need of reconstruction of the educational practices in health in the Program of Control of the HAS, besides the professionals' of health training involved in this process.  

 

Keywords: Hypertension; Education to the health; Take care of  himself; Nursing. 

 

 

 EDUCAÇÃO À SAÚDE DIRECIONADA AO AUTOCUIDADO EM PACIENTES HIPERTENSOS

 

 

INTRODUÇÃO

De acordo com Brasil1 a hipertensão arterial sistêmica - HAS afeta aproximadamente entre 11 a 20% da população adulta com idade superior a 20 anos. E, cerca de 85% dos pacientes vítimas de acidente vascular encefálico e 40% dos infartados apresentam a hipertensão associada.

Sabe-se que a hipertensão é uma doença crônica, ou seja, que não tem cura, mas pode ser controlada com a educação à saúde dos pacientes portadores de tal agravo. A hipertensão é caracterizada pelo aumento patológico dos níveis pressóricos, a ponto de causar males ao organismo do indivíduo.

Suas conseqüências podem ser prevenidas com tratamento profilático adequado, prescrito pelo médico e na maioria das vezes acompanhadas pelo enfermeiro na rede básica. O acompanhamento realizado pelo enfermeiro é feito nos grupos de hipertensão com consultas periódicas, objetivando a educação à saúde voltada para o autocuidado.

Segundo Rabelo e Padilha2 a educação à saúde é indicada como uma das estratégias mais eficazes para estimular a adesão do paciente ao tratamento da doença hipertensiva.

Entretanto, para que se obtenha sucesso no processo educativo, faz-se imprescindível o conhecimento a cerca das atitudes do indivíduo a respeito da doença da qual é portador.3

A relevância desse estudo consiste em alertar os profissionais de saúde, principalmente os que atuam em rede básica, para o grande número de pacientes que procuraram a sala de aferição da pressão arterial, e não pertencem a grupos de controle, ou seja, grupos de hipertensão. Esses pacientes, em sua grande maioria, possuem níveis pressóricos elevados e não exercem nenhuma medida voltada para o auto cuidado, necessitando assim de educação à saúde.

Em face a essas considerações o objetivo do presente estudo consiste em educar para o autocuidado os pacientes portadores de HAS, que não participam do grupo de hipertensão de um Centro de Saúde Municipal, situado na cidade do Salvador/Ba.

 

MATERIAL E MÉTÓDOS

A abordagem qualitativa adotada nesse estudo é respaldada por Richardson4, que afirma ser a mesma a mais adequada para a compreensão da essência de um fenômeno social. A pesquisa qualitativa fornece um processo a partir do qual questões relevantes são identificadas e questionamentos são formulados, para que se descubram problemas a serem analisados.

A pesquisa caracteriza-se como uma pesquisa-ação porque inicialmente buscou-se conhecer a realidade do fenômeno a ser pesquisado para posteriormente serem propostas ações para modificação da realidade.

De acordo com Trentini e Paim5, a pesquisa-ação pode ser subdividida em quatro subgrupos, e optamos por trabalhar com um deles: pesquisa-ação de diagnóstico, que é utilizada com a finalidade de traçar o diagnóstico de determinadas situações sociais e a elaborar e implementar planos de ação para resolver os problemas identificados.

O mesmo foi realizado no período compreendido entre 02 a 24 de setembro de 2004 em um Centro Municipal de Saúde, situado na cidade de Salvador-Ba. Esse Centro de Saúde disponibiliza para a população serviços como: imunização, puericultura, ginecologia, pré-natal, planejamento familiar, clínica médica, tisiologia, hanseníase, programas de hipertensão e diabetes, odontologia, pediatria; e serviços de apoio: laboratório de análise clínica, realização de curativos, nebulização, farmácia, verificação de pressão arterial e administração de medicamentos.

Existe uma quantidade significativa de hipertensos que procuram assistência à saúde. Todavia, o programa de hipertensão arterial não funciona no período da manhã, fazendo com que os pacientes que buscam o serviço nesse turno, apenas tenham suas pressões sanguíneas verificadas ficando sem orientação para o autocuidado.

A amostra do estudo foi composta por 50 pacientes que buscaram espontaneamente a sala de aferição de pressão arterial.

Os dados foram coletados, através de um formulário, que é um roteiro de questionamentos lidos e preenchidos pelo pesquisador, a fim de apreender as respostas dos sujeitos do estudo.6 

A aplicação do formulário objetivou caracterizar o perfil sócio – econômico da população a ser estudada, bem como conhecer se implementam medidas para o autocuidado. Este, também, orientou a escolha dos acessos metodológicos para implementação do ciclo de palestras produzidas pelo grupo de pesquisadores.

Embasados nos resultados da aplicação do formulário elaborou-se um plano de cuidados direcionado para o autocuidado dos pacientes portadores de HAS. Esse plano de cuidados foi implementado na população do estudo através de 04 palestras ministradas pelas discentes, autoras do trabalho, e supervisionadas pela orientadora.

Tomando por base o plano de cuidados foi desenvolvida uma cartilha educativa, entregue durante o ciclo de palestras, com o objetivo de informar e orientar a população de uma forma clara, objetiva e ilustrativa.

Foi elaborado, também, um álbum seriado que é uma relação ou lista metodológica ilustrativa, visando facilitar a transmissão e a interação do educador e o educando.

Por fim, os dados foram analisados com base nas referências bibliográficas relacionadas com a temática.

 

REVISÃO DE LITERATURA

A hipertensão é entendida pelo aumento da pressão sanguínea nas paredes das artérias levando a pressão arterial sistêmica cronicamente aumentada. Os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a hipertensão arterial sistêmica são pressão sanguínea sistólica de 140mmHg e a diastólica de 95mmHg.7

O mesmo autor ressalta que cerca de um quarto da população adulta da Europa e da América do norte terá uma leitura de pressão sanguínea acima desse limite, mas a maioria terá uma pressão menor em uma segunda leitura.

Assim faz-se importante não basear as decisões clínicas em uma única leitura de pressão sanguínea elevada, pois o diagnóstico de hipertensão somente deve ser feito depois de medidas repetidas da pressão arterial ao longo de várias semanas.

Lima, M.; Bucher e Lima, J.8 afirmam que no Brasil alguns estudos de base populacional estimaram a prevalência da HAS entre 20,0% a 30,0%. E, Guyton9 alerta que a pressão arterial elevada, ocorre aproximadamente, em uma de cada cinco pessoas antes do término de suas vidas, em geral, na meia-idade ou na velhice.

A pressão arterial elevada pode levar a conseqüências para o organismo como: ruptura dos vasos sanguíneos cerebrais, dos vasos renais, causando insuficiência renal ou dos vasos de outros órgãos vitais, também pode causar cegueira, surdez, ataques cardíacos, dentre outros.9

Já, a fisiologia da hipertensão arterial sistêmica é um fenômeno multigênico, de origem múltipla, que causa lesão dos órgãos alvos: coração, cérebro, rins e retina.10

A mesma autora afirma, ainda, que os fatores multigênicos determinantes da pressão, associados ao débito cardíaco e a resistência periférica interferem na manutenção dos níveis pressóricos dentro dos padrões de normalidade.

Outro aspecto importante a ser discutido é o papel do sódio no controle da pressão arterial. O cloreto de sódio há muito tempo tem sido considerado importante fator de desenvolvimento e na intensidade da HAS. A correlação entre o aumento da prevalência de hipertensão e a ingestão de sal é bastante citada na literatura.

O excesso de sódio de início eleva a pressão arterial por aumento do volemia e conseqüentemente aumento do débito cardíaco. Além de seu efeito isolado, a alta ingestão de sal ativa diversos mecanismos pressóricos com aumento da vasoconstricção renal e da reatividade vascular aos agentes vasoconstrictores e elevação dos inibidores de Na+/K+ ATPase.11

Existem evidências que a simples redução de sódio na dieta induz à queda significativa da pressão arterial sistólica de indivíduos hipertensos além de diminuir o risco de eventos cardiovasculares.12

De acordo com Contran, Kumar e Collins13 os fatores ambientais contribuem para a expressão dos determinantes genéticos, que elevam os níveis pressóricos. E cita como exemplos: tabagismo, inatividade física, consumo excessivo de sal, obesidade e estresse.

Segundo Cuppari10 a hipertensão arterial é assintomática e quando os sintomas apresentam-se geralmente são: cefaléia, pois causa a vaso constricção; sangramento pelo nariz, pois a rede de capilares nasal é muito sensível ao aumento do fluxo sangüíneo; tontura; falta de ar; dentre outros.

As complicações da hipertensão arterial incluem: derrame, cardiomegalia, doença coronária e insuficiência renal. Sendo que a hipertensão maligna ou hipertensão grave conduz a lesão arterial caracterizada por retinopatia, papiloedema e insuficiência renal progressiva.14

Se uma das causas da hipertensão secundária for diagnosticada; o tratamento direcionado para a doença pode freqüentemente levar à resolução da hipertensão. O tratamento da hipertensão essencial pode envolver modificações do estilo de vida e o uso drogas anti-hipertensivas.7

Existem casos de hipertensão que podem ser controlados através de medidas não medicamentosas. Essas medidas são conseguidas exercendo hábitos saudáveis como evitar o tabagismo, alimentar-se adequadamente, praticar atividades esportivas, evitar consumo excessivo de sal e álcool e evitar o estresse.

Os hipertensos devem evitar o tabagismo devido aos efeitos nocivos do fumo, que provocam o endurecimento das paredes das artérias acarretando o aumento da pressão sanguínea. Além, do aumento da pressão arterial o tabagismo provoca doenças pulmonares, câncer e o desenvolvimento de diabetes. Os hipertensos que fumam devem ter consciência e parar progressivamente ou procurar orientações quanto ao uso de adesivos e chicletes, atenuando ou até cessando o desejo do fumo.1

Uma alimentação adequada (hipocalórica) com mais ingestão de verduras, legumes, frutas, carnes magras, proporciona um eficaz controle da pressão arterial nos pacientes com HAS.15

Segundo Lessa e col.16, 50% dos pacientes portadores de HAS não fazem nenhum tipo de tratamento e dentre os que fazem, poucos têm a pressão arterial controlada; 30 a 50% dos hipertensos interrompem o tratamento no primeiro ano e 75%, depois de cinco anos.

Diante dessa realidade percebe-se o papel importante do Programa de Controle da Hipertensão Arterial desenvolvido na rede básica de saúde, que possui como um dos objetivos a redução do índice de abandono do tratamento através da educação à saúde. 

Maciel e Araújo17 ressaltam que nos Programas de Hipertensão, os enfermeiros tem revelado uma atuação significante, abordando holisticamente os aspectos relacionados às enfermidades e ao paciente.

Nesse contexto seria de inteira responsabilidade dos profissionais, que atuam no campo da saúde, a defesa de propostas de educação em saúde fundamentadas na capacitação dos indivíduos e da sociedade, levando-se em conta: o individuo e a influencia dos fatores ambientais no seu processo saúde-doença, bem como sua concepção da realidade em que está inserido.8

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A aplicação do formulário viabilizou a caracterização da amostra do estudo e revelou que entre os pacientes hipertensos atendidos no centro de saúde durante a aplicação do formulário, 70% eram mulheres.

Em relação à idade dentre as mulheres hipertensas, encontrou-se 50% com faixa etária entre 60 a 69 anos. E no sexo masculino, encontrou-se 60% entre 70 a 79 anos.

Com relação à cor da pele, 70% da amostra foi composta por indivíduos brancos.  Também, constatou-se que 80% dessa possui baixo nível de escolaridade.

A analise dos resultados, ainda, revelou que a maioria dos indivíduos do estudo não realizam o autocuidado, ou seja: não têm uma alimentação equilibrada (limitar consumo de sal, bebidas alcoólicas e uso de cigarros); não fazem uso dos medicamentos prescritos pelo médico adequadamente (só utilizam os medicamentos quando sentem algum sintoma); não praticam atividades física; e preocupam-se excessivamente em verificar os valores pressóricos freqüentemente na sala de aferição de pressão arterial do referido centro de saúde.

Tomando como base os dados fornecidos, pela aplicação do formulário, direcionou-se a metodologia para a implementação de ações educativas em saúde voltadas para o autocuidado.

Elaboramos inicialmente um plano de cuidados voltado para o autocuidado do paciente hipertenso. Este é considerado por Timby18 como uma das etapas do processo de enfermagem e consiste num conjunto de medidas para a execução de cuidados. No plano de cuidado deve-se priorizar os problemas, buscando intervir adequadamente para manter o controle ou elimina-los.

O plano de cuidados abordou: esclarecimento quanto ao que vem a ser a hipertensão arterial sistêmica; definição das causas e conseqüências; abordagem dos sinais e sintomas; tratamento medicamentoso e não medicamentoso; importância da redução do consumo de álcool e tabagismo; controle do peso; estimulo a prática de uma atividade física; mudança de hábitos alimentares irregulares; consultas periódicas com o médico; participação de um grupo de controle de hipertensão; e o uso correto de medicação prescrita.

Com base no plano de cuidados foram confeccionadas cartilhas educativas e um álbum seriado, ambos utilizados, pelo grupo de pesquisadores, num ciclo de 06 palestras, cada uma com duração de 30 minutos acrescida de 10 minutos para discussão e respostas das dúvidas que, conseqüentemente surgiam. Sendo que as palestras foram intercaladas com intervalos de 40 minutos.

Vale ressaltar que as palestras foram realizadas na sala de marcação de consulta para todos os usuários do centro de saúde municipal.

Percebemos que, os pacientes que se dispuseram a participar das palestras se mostraram participativos, interessados e contribuíram com o relato de suas experiências.

Ficou evidente, após o ciclo de palestras, que a enfermagem possui papel imprescindível nas ações de promoção à saúde, contribuindo para reduzir a falta de informações básicas para compreensão do processo saúde-doença. E Daniel19 salienta que o papel da enfermagem é contribuir para preservação e restauração da saúde tendo o merecido respeito à vida na promoção de ações necessárias para mantê-la.

É indispensável ressaltar que algumas metas da educação em saúde são: ensinar às pessoas a viverem a vida da forma mais saudável, isto é, esforçando-se na aquisição do potencial máximo de saúde; promover o autocuidado e diminuir os custos desnecessários.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao final desse estudo percebemos que, para um melhor controle dessa patologia é necessário à adesão do paciente ao tratamento, já que a HAS é uma doença crônica.

Para um direcionamento eficiente e eficaz do autocuidado é preciso que se tenha um programa para hipertensos mais intenso e motivador, pois o autocuidado adequado requer interesse e comprometimento dos pacientes hipertensos e da colaboração dos profissionais de saúde, principalmente, dos enfermeiros.

Acreditamos que um dos maiores desafios para enfermagem é entender as necessidades de educação à saúde como componente especial e essencial do cuidado de enfermagem, estando relacionada à promoção, manutenção e restauração da saúde.

Percebemos ao final do estudo que os pacientes não possuíam conhecimento acerca do autocuidado para prevenção dos agravos ocasionados pela hipertensão arterial sistêmica. E, que esse desconhecimento era agravado pela ausência do Programa de Controle da HAS, em um dos turnos, somada ao despreparo dos profissionais em adotar e implementar medidas educativas.

Compreendemos que as ações implementadas no campo e estudo acresceram conhecimento à vida dos hipertensos e motivou-os a adotarem medidas para o desenvolvimento do auto cuidado, bem como, despertou nos profissionais do campo o interesse pelo referido tema.

Por fim, cremos no mesmo principio do educador Freire20 que afirma que o processo de aprendizagem é bidirecional, onde ambos educador e educandos são agentes do processo compartilhando experiências e crescendo juntos.

 

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS          

 

·          Brasil MS. Hipertensão Arterial Sistêmica – HAS e Diabetes Mellitus – DM. Cadernos de Atenção Básica. 2001; v. 7, 94p.

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·          Sawaia BB. Análise psicossocial do processo saúde-doença. Rev Esc Enferm USP 1994; 28:105-10.  

·          Richardson RJ. Pesquisa Social: Métodos e Técnicas. 2ed. São Paulo: Atlas; 1989: 28-47.

·          Trentini M, Paim L. Pesquisa em Enfermagem: Uma Modalidade Convergente-Assistencial. Florianópolis: Ed. UFSC; 1999.

·          Lakatos EM,  Marcone MA. Metodologia Científica. 3ed. São Paulo: Atlas; 2002.

·          Graw A. Bioquímica clínica. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.

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·          Guyton A. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2002.

·          Cuppari L. Nutrição Clínica no Adulto. São Paulo: Manole; 2002.

·          Nelson DL. Lehninger Princípios de Bioquímica. 3ed. São Paulo: Sarvie; 2002.

·          Gilmar AG. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. São Paulo: MC Grawhill; 2003.

·          Contran RS, Kumar V, Collins T. Robbins Patologia Estrutural e Fundamental. 6ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2000.

·          Peres DS, Magna JM, Viana LA. Portador de hipertensão arterial: Atitudes, crenças, percepções, pensamentos e práticas. Rev. Paul. Saúde Pub. 2003; 37(5): 87-96.

·          Stump ES. Krause Alimento, Nutrição & Dietoterapia. 10ed. São Paulo: Roca; 2002.

·          Lessa I. O adulto brasileiro e as doenças da modernidade: Epidemiologia das doenças crônicas não transmissíveis. Rio de Janeiro: Abrasco; 1998.

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·          Timby BK. Conceitos e Habilidades Fundamentais no Atendimento em Enfermagem. 6ed. Porto Alegre: Artmed; 2001.

·          Daniel L F. Atitudes Interpessoais em Enfermagem. 4ed. São Paulo: E.P.V; 2004.

·          Freire P. Pedagogia do Oprimido. 37ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2004.

 

 

 

Correspondências: enviar para Cátia Andrade Silva; endereço: Rua Marechal Floriano, 396, AP. 105, Ed. Jardins do Canela, Canela, Salvador- BA. CEP: 40110-010.         

e-mail: aitac-sa@bol.com.br / aitacsa@hotmail.com

 

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