INOVAR
É PRECISO
(Maria Rita Gramigna)

Venho observando que algumas
empresas acumulam sucessos e estão sempre em destaque no mercado. Ao verificar
suas práticas, identifiquei um elemento importante que alavanca tal
performance: a sua
capacidade de inovar e se reinventar, acompanhando de forma acelerada as exigências e mudanças que
acontecem ao seu redor.
O
cenário mercadológico exige das empresas uma atuação diferenciada que ajuda
a fixar suas marcas no imaginário dos
clientes.
A
inovação é um fator cada vez mais valorizado e visto com olhos diferentes.
Lembro-me
da época em que o profissional criativo não conseguia obter a adesão de seus
gerentes e nem mesmo dos colegas de equipe.
Nesta época, a estabilidade imperava e qualquer alteração em curso
assustava àqueles que se mantinham estáveis (ou estagnados).
A
famosa frase “em time que está vencendo não se mexe” caiu por terra. Cada vez
mais, a idéia do KAIZEN (melhoria contínua) alia-se à inovação.
A
inovação acontece no meio empresarial quando uma idéia, um método, uma
novidade ou um mecanismo novo é agregado ao contexto vigente, promovendo uma
melhoria.
Uma das dificuldades encontradas para difundir o processo de inovação é a dificuldade natural do ser humano em correr riscos e o desconhecimento de ferramentas que auxiliam este processo.
Para
construir a cultura inovadora as pessoas precisam manter constante observação
de cenários, desenvolver a capacidade de análise e crítica, praticar
ferramentas da criatividade e, principalmente, acreditar que “tudo que
é considerado bom pode sempre ser
melhorado”.
O
principal agente da inovação é o gerente. Como patrocinador do processo, é
necessário conhecer e seguir cinco
princípios básicos:
1º -
Disposição mental
Quando
se quer maximizar e ampliar o campo de influências é necessário mudar a
cultura, as mentes que gerenciam os processos. As mentes criativas são
curiosas, não têm medo de desafios, são inconformadas com o que já existe e
sempre estão à procura de algo que pode ser transformado. As mentes criativas
pensam de forma sistêmica e conseguem enxergar as “árvores” e a “ floresta”.
2º - Crença de que a inovação é elemento chave
para a vantagem competitiva.
As
empresas que conseguem oferecer versões melhoradas de seus produtos, que agregam
valor de alguma forma ao que já existe, têm maiores chances de dominar o
mercado. O gerente criativo considera
os novos produtos a parte central de
suas estratégias de negócio e não um exercício complementar. Trabalham a
inovação, estão comprometidos com ela, investem maciçamente para se destacar.
3º - Percepção da inovação como fator estratégico
de visibilidade.
Gerentes criativos conseguem perceber que a inovação bem direcionada e gerenciada por profissionais comprometidos com o negócio, certamente traz como retorno a simpatia, a adesão do mercado e a visibilidade tão procurada.
4º -
Patrocínio à inovação
Por
patrocínio, entenda-se estímulo, disponibilidade de recursos,apoio,
incentivo às atitudes inovadoras. É
muito comum verificar que o discurso gerencial, muitas vezes difere da prática
quando se trata de assumir responsabilidades por possíveis erros ou resultados
inesperados.
5º - Ações de aporte à inovação
Faz
parte da função gerencial estimular e dar o aporte às iniciativas de suas equipes.
O gerente é o grande patrocinador das melhorias e, assumindo tal papel, colherá
junto com seus colaboradores os resultados plantados.
Para
reflexão dos leitores, deixo a lista de VERIFICAÇÃO DA INOVAÇÃO, de Thomas D. Kuczmarski, publicada em seu livro
“Inovação – estratégias de
liderança para um mercado competitivo”.
Ao responder às perguntas, pense no corpo gerencial de sua
empresa, incluindo-se.
·
Aceita o fracasso
como parte intrínseca da inovação?
·
Desenvolve
estratégias de novos produtos/serviços?
·
Estabelece equipes
multifuncionais integradas por pessoas comprometidas e dedicadas?
·
Consegue visualizar
os benefícios empresariais que a inovação proporciona?
·
Busca o apoio da
gerência maior, nas iniciativas de inovação?
·
Acompanha e valoriza
os resultados dos esforços de sua equipe?
·
Identifica problemas
e as necessidades dos clientes antes de gerar idéias para novos
produtos/serviços?
·
Leva em consideração
os valores e as normas das equipes de inovação para orientar suas comunicações?
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